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domingo, 29 de setembro de 2013




Ecos do Silêncio

No mundo do silêncio 

Todas as vozes murmuram
Todas se calam, se torturam
Se mostram com doçura
A mesma doçura que reina nos corações,
Aqueles, que de guerreiros
Se mostram inteiros,
Sensíveis e fortes,
Sem medo das sortes.
Do mundo do silêncio
Emergem verdades
Mentiras, saudades
Memórias, odores
E muitos amores
Vividos, sonhados
Perdidos, achados.
No mundo do silêncio,
Quando tudo se cala,
O mundo abre-se
Descobre-se, oferece-se
Aos homens atentos,
Capazes de estar ali
No momento presente.
Pois os que de ausências se fazem
Jamais saberão esse mundo
E o seu sentido profundo
Na natureza.
Do aparente inaudível mundo do silêncio
Brota o eco mais verdadeiro
Linguagem perfeita
Que é apenas o que é
Sem mais querer.
Sem nada a perder.
Assim é a folha que brilha ao sol.
Assim a relva se curva ao vento,
O mesmo que molda as pedras
E despenteia as moças.
Assim a montanha se mostra,
A borboleta bate as asas
E a abelha suga a flor.
Assim o sol traz a cor
A todas as coisas do mundo.
Pois em todas elas habita o mesmo idioma,
O do silêncio.
Que só porque existe
A tudo assiste
O milagre
das suas inúmeras vozes.


2013.09.26